O Farmacêutico é o profissional da saúde que trabalha com o fármaco-medicamento e as análises clínicas, toxicológicas e de alimentos nos aspectos social, científico e tecnológico. Tem o dever ético de estar comprometido com uma política de saúde e, em particular, de desenvolver e implantar uma política de medicamentos que atenda às reais necessidades nacionais. Neste sentido, exerce a assistência farmacêutica crítica e efetivamente em todos os níveis das diversas ações de saúde individual e coletiva.  Deverá possuir sólida formação teórica, histórica e quantitativa; formação cultural ampla, que possibilite a compreensão das questões farmacêuticas no seu contexto social e ambiental; capacidade de tomada de decisões e de resolução de problemas, numa realidade diversificada e em constante transformação; capacidade analítica, visão crítica e competência para adquirir novos conhecimentos; capacidade de comunicação e expressão oral e escrita; e consciência de que o senso ético de responsabilidade social deve nortear o exercício da profissão.

A demanda por profissionais farmacêuticos no Brasil é bastante elevada, conforme destaca a Comissão de Especialistas de Ensino de Farmácia. Embora a Lei Federal nº 5.991/73, referendada pelo Decreto nº 793/93, obrigue a presença de um farmacêutico no horário de funcionamento das farmácias, por razões diversas, isto não vem acontecendo de modo satisfatório.

Sua atividade é também requerida em hospitais, onde se destaca a figura do farmacêutico hospitalar que, em realidade, atende a um preceito legal. Os laboratórios de Análises Clínicas são de propriedade, em sua maioria, de farmacêuticos e representam um ótimo campo de trabalho. Na área da indústria de medicamentos e cosméticos, nas Universidades e Institutos de Pesquisa, é cada vez mais indispensável e obrigatória a presença deste profissional.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e o Sistema Único de Saúde (SUS) utilizam em seus quadros a figura do farmacêutico e, ainda, com os progressos da Biotecnologia, esta área representa um atraente campo de trabalho para os futuros profissionais farmacêuticos.Em relação às indústrias de alimentos, compete ao futuro profissional o controle, a produção e a análise destes produtos, contribuindo, desta forma, com avanços socioeconômicos do país.

Para que estas atividades sejam realizadas pelo Farmacêutico Generalista, faz-se necessário que o mesmo tenha uma formação perfeitamente adequada para que exista, nestas atuações, um perfil voltado aos ditames do saber científico. Para tanto, esta formação deverá ser bastante diversificada e deve contemplar conhecimentos nas Áreas das Ciências da Saúde, Humanas, Sociais e Exatas. Este fato confere ao farmacêutico uma capacidade de análise global e não meramente reducionista, das questões pertinentes ao seu âmbito de ação. Este profissional terá um sólido conhecimento científico e técnico para garantir sua integração plena ao mercado de trabalho, acompanhar a literatura específica da área, para se manter sempre atualizado, pois, a educação é um processo contínuo que se dá por toda a vida. Sua formação lhe garante autonomia e capacidade de responder rapidamente às demandas sociais.

Com o desenvolvimento do espírito criativo, esta formação profissional permite ao egresso desenvolver inovações, tanto em técnicas e métodos, quanto em produtos específicos. Além disto, este profissional tem uma formação administrativa para lhe permitir administrar o exercício das atividades farmacêuticas, visando à eficiência e à qualidade na produção ou prestação de serviços, reconhecendo a sua importância na comunidade regional, sem esquecer o complexo universo das relações humanas. Este, seguramente, é um perfil altamente desejado.

Em suma, podemos dizer que o Curso de Farmácia do INTA forma um profissional farmacêutico que tem qualidades técnicas, capacidade científica para aprender e criar, espírito de organização e liderança para ser também um administrador e com sensibilidade para as questões humanas. Este curso forma, pois, um profissional farmacêutico Generalista completo e que deve ser, ao mesmo tempo, um estudante, podendo ser um técnico ou cientista e que tenha na sua visão maior um profissional administrador capaz de ser humanista e agir no âmbito das ciências farmacêuticas, em uma dimensão exata do espaço que elas ocupam nas relações da humanidade com o universo que a compreende.